Em 1871, Leonora Smith e sua família estavam
presentes no culto de fundação da primeira
Igreja Metodista no Brasil, na cidade de Saltinho, SP,
localizada entre as cidades de Americana e Santa Bárbara
d’Oeste. Este culto, sob a liderança do
Rev. Junius Eastman Newman, foi realizado no dia 20
de agosto de 1871, terceiro domingo do mês. Conta
a história que, algumas semanas depois, Leonora
fez a sua pública Profissão de Fé.
A
família de Leonora Smith continuou residindo
em Santa Bárbara d’Oeste até 1879.
Enquanto isso, nos primeiros anos desta década,
Leonora Smith foi residir na cidade do Rio de Janeiro,
RJ, onde iniciou seus estudos no Colégio Progresso.
Depois, em 1884, Leonora voltou aos Estados Unidos e
lá completou os seus estudos, retornando ao Brasil
já como missionária apenas em 1896, com
34 anos de idade.
Em
1896, Leonora Smith inicialmente desenvolveu atividades
docentes em Piracicaba, SP, no Colégio Piracicabano.
Em 1898, com o retorno de Miss Moore aos Estados Unidos,
chegou a estar na direção do Colégio
Piracicabano.
Com o apoio do Bispo Eugene Hendrix, a escola em Ribeirão
Preto foi finalmente instalada: Leonora Smith obteve
do Bispo uma “licença” para abrir
a escola, porém sem o apoio financeiro dos metodistas
norte-americanos. E mais: ela deveria sustentar financeiramente
a escola usando o próprio salário que
recebia como missionária.
Leonora
Smith, contudo, era uma mulher de fibra e fé
inquebrantáveis. Aceitou o desafio na certeza
de que estava agarrando “uma oportunidade dada
por direção divina” e, decididamente,
partiu de Piracicaba no dia 30 de agosto de 1899, chegando
a Ribeirão Preto neste mesmo dia, depois de um
“longo e fatigante” dia de viagem, hospedando-se
na casa do pastor da Igreja Metodista, Rev. Jovelino
de Camargo. No dia 5 de setembro deste mesmo ano, com
um Culto de Abertura, foi fundada em Ribeirão
Preto, sob a bênção de Deus, a “Escola
Metodista”, que nas primeiras semanas, com apenas
9 alunos, reuniu-se nas dependências da própria
igreja local.
Da fundação até setembro de 1902,
Leonora Smith esteve na direção do Colégio
Metodista de Ribeirão Preto e, nestes três
anos, o número de alunos matriculados saltou
de 9 para 60. No final de 1902, Leonora Smith viajou
para os Estados Unidos, retornando ao Brasil no início
de 1905, reassumindo a direção da escola
e nela permanecendo até o final de 1906.
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